quinta-feira, agosto 27, 2020

E eis que retorno a esse lugar, sem nada a escrever, mas impreesionada que ele ainda existe.

domingo, setembro 09, 2012

"Mas não era uma tristeza, era exatamente uma saudade de ter sofrido o que sofrera, o necessário para lhe ensinar a usufruir mais tarde, agora, a felicidade. Achava ele que devia nutrir carinho por um sofrimento sobre o qual se soube construir a felicidade. Deve nutrir-se carinho por um sofrimento sobre o qual se soube construir a felicidade, repetiu muito seguro. Apenas isso. Nunca cultivar a dor, mas lembrá-la com respeito, por ser indutora de uma melhoria, por melhorar quem se é. Se assim for, não é necessário voltar atrás. A aprendizagem estará feita e o caminho livre para que a dor não se repita. Estava a crescer. O pescador crescia para ser um homem tremendo."

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

eu queria ter um verdadeiro problema. ter nascido muito pobre, ter perdido a mãe, ter sido estuprada, sei lá. mas eu não tenho problema nenhum para aplacar essa culpa toda de ser um desperdício de espaço e recursos no mundo. prontofalei

sexta-feira, janeiro 20, 2012

me perdendo e me achando várias vezes por dia

cansada

terça-feira, novembro 15, 2011

de hoje em diante eu vou modificar o meu modo de vida

segunda-feira, agosto 08, 2011

registro

Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais
E ninguém mais, e ninguém mais

Eu sempre tento e não consigo
Então as vezes quando a noite chega
Eu fico só comigo mesmo
E só me resta a saudade como companhia
Como companhia

Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo

Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais
E ninguém mais, e ninguém mais

Você diz que não me quer mais
E que agora eu sou seu grande amigo
Você me quer só a metade
Mas pra mim você está em toda a parte
Em toda a parte

Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo

terça-feira, março 15, 2011

I've got all my life to live
I've got all my love to give

quarta-feira, dezembro 15, 2010

"Sossega, preta, roga uma praga neste peste e pronto, cai de novo na lama milagrosa do hedonismo. E se a vida atropelar, de nuevo, na mesma curva, anota a placa, menina, e arrisca no bicho."

domingo, outubro 10, 2010

Tenho a impressão de que estou há anos esperando. Não que não tenha existido momentos de felicidade, mas começo a me perguntar o que caralhos estou esperando.

quarta-feira, agosto 11, 2010

Laisse tomber les filles

Laisse tomber les filles
Un jour c'est toi qu'on laissera
Laisse tomber les filles
Laisse tomber les filles
Un jour c'est toi qui pleureras
Oui j'ai pleuré mais ce jour-là
Non je ne pleurerai pas
Non je ne pleurerai pas
Je dirai c'est bien fait pour toi
Je dirai ça t'apprendra
Je dirai ça t'apprendra

Laisse tomber les filles
Laisse tomber les filles
Ça te jouera un mauvais tour
Laisse tomber les filles
Laisse tomber les filles
Tu le paieras un de ces jours

On ne joue pas impunément
Avec un coeur innocent
Avec un coeur innocent
Tu verras ce que je ressens
Avant qu'il ne soit longtemps
Avant qu'il ne soit longtemps

La chance abandonne
Celui qui ne sait
Que laisser les coeurs blessés
Tu n'auras personne
Pour te consoler
Tu ne l'auras pas volé

Laisse tomber les filles
Laisse tomber les filles
Un jour c'est toi qu'on laissera
Laisse tomber les filles
Laisse tomber les filles
Un jour c'est toi qui pleureras

Non pour te plaindre il n'y aura
Personne d'autre que toi
Personne d'autre que toi
Alors tu te rappelleras
Tout ce que je te dis là
Tout ce que je te dis là


(música postada alguns meses atrasados)

sábado, julho 31, 2010

um dia alguém vai ter que jogar na minha cara uma verdade triste:
"A França nem foi tão legal assim"

e a gente sabe, no fundo a gente sabe. faz que não sabe, mas sabe.
e junta tristeza por não sabermos para onde estamos indo com arrependimentos das coisas que não fizemos por lá. e daí só nos resta a fantasia...

Vai fazer um ano que eu voltei.

quarta-feira, junho 23, 2010

das feridas abertas

Em algum momento de fevereiro eu fui no cinema num domingo a noite. Ir no cinema não era um hábito. Sair no domingo a noite em pleno inverno também não. Coloquei meu vestido preto de bolinha e meu casaco também preto para caminhar os quinze minutos que nos separavam do lugar. Eu não estava sozinha. Uma pessoa querida que tinha acabado de entrar na minha vida e agora já deixa saudades estava comigo.
O filme falava do amor, da vida e tudo mais. Lembrei de outra pessoa querida que tinha acabado de sair da minha vida e também deixa saudades. Saudades e feridas. Enquanto via o filme - um bom filme - em companhia agradável, no meu melhor vestido, numa noite fria de domingo, derramei minha primeira e única lágrima por ele.
Durante o caminho de volta eu não abri a boca. Queria fazer o momento durar o máximo possível. Enquanto relembrava mais uma vez o amor recém-perdido, começou a nevar. Bem pouquinho. O suficiente. E foi como num filme: Paris, silêncio, amores antigos e novos, feridas, casaco de lã, reflexões e neve. Tudo isso em uma singela noite de domingo.
Pedi para ficar sozinha uns minutos, do lado de fora do prédio, olhando a neve. Aproveitei o momento enquanto pude, até que os pensamentos do novo e já velho amor na cama quentinha me fizeram subir.

um dia as feridas hão de cicatrizar

quinta-feira, junho 17, 2010

quero ir embora pra nunca mais voltar

mas pra onde?

segunda-feira, junho 14, 2010

Eu cheguei em Paris por volta das cinco da tarde. Depois de doze horas muito ansiosa para pregar os olhos, preocupada com as malas, com o horário, com o ônibus certo, cheguei no apartamento que seria minha casa pelos meus primeiros vinte dias. No ônibus, me esforçava para ver a paisagem pela janela e me esforçava para me emocionar com o suposto sonho que vira realidade. Cansada e aterrorizada com o futuro, não me emocionei. Não sou uma pessoa que se emociona fácil, mas todas as vezes que havia imaginado aquele momento, achava que uma alegria descomunal ia tomar conta de mim. Não tomou. Um ônibus e um taxi depois, encontrei a guardiã da chave a minha espera. Não preciso nem dizer que meu primeiro contato com um parisiense não foi promissor.
Achava que uma pessoa normal – ou pelo menos a pessoa que eu queria ser – não ia gastar mais de dois minutos dentro do apartamento vendo Paris pela janela. Mas eu não quis sair. Exausta, é verdade. Mais de vinte quatro horas acordada, é verdade. Malas pesadas? Igualmente verdade. Mas eu sei, e não sei porque resolvi compartilhar, que era puro medo. Dormi. “só uma meia horinha, para descansar um pouco”. Acordei seis horas depois. Isso mesmo, passei minhas primeiras horas em Paris dormindo. Onze da noite, horário local. Respirei e saí. Sempre respirando. Dei uma volta no quarteirão e retornei para a porta do prédio. Outra volta, porta do prédio. Outro quarteirão percorrido e, de novo, a porta do prédio. Tentando absorver o que dava e me emocionando como podia. Queria ir mais longe, mas tinha medo de me perder. E eu não podia me perder, não na minha primeira noite. Esgotados os arredores, agora já convertidos em lugar seguro, retomei o caminho de volta.
E era isso. Eu ia descobrir Paris. Cada pedaço de Paris. Mas não ia ser com sede. Eu não tenho sede.
E um dia, talvez, eu compreenda que emoção tímida também é emoção.

domingo, maio 30, 2010

ando jogando minha vida no lixo

quando é que eu vou parar de ficar olhando a vida passar?