sábado, novembro 29, 2003
A "promessa" de postar tudo que eu escrever não deu certo: parei de escrever para não ter que postar. Promessa anulada.
Por onde anda esta Mariana?
There She Goes Again
There she goes again
She's out on the streets again
She's down on her knees, my friend
But you know she'll never ask you please again
Now take a look, there's no tears in her eyes
She won't take it from just any guy, what can you do
You see her walkin' on down the street
Look at all your friends she's gonna meet
You better hit her
There she goes again
She's knocked out on her feet again
She's down on her knees, my friend
But you know she'll never ask you please again
Now take a look, there's no tears in her eyes
Like a bird, you know she would fly, what can you do
You see her walkin' on down the street
Look at all your friends that she's gonna meet
You better hit her
Now take a look, there's no tears in her eyes
Like a bird, you know she will fly, fly, fly away
See her walking on down the street
Look at all your friends that she's gonna meet
She's gonna bawl and shout
She's gonna work it
She's gonna work it out, bye bye
Bye bye baby
All right
Velvet Underground
Como esta música consegue ser tão triste?
Perfect Day
Just a perfect day,
Drink sangria in the park,
And then later, when it gets dark,
We go home.
Just a perfect day,
Feed animals in the zoo
Then later, a movie, too,
And then home.
Oh it’s such a perfect day,
I’m glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.
Just a perfect day,
Problems all left alone,
Weekenders on our own.
It’s such fun.
Just a perfect day,
You made me forget myself.
I thought I was someone else,
Someone good.
Oh it’s such a perfect day,
I’m glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.
You’re going to reap just what you sow,
You’re going to reap just what you sow,
You’re going to reap just what you sow,
You’re going to reap just what you sow...
Lou Reed
quarta-feira, novembro 26, 2003
Sessão Querido Diário ou Mamãe, olha como eu sofro:
Está acabando.
Não estou triste de ir embora,
não quero continuar no colegial,
vou sentir falta,
mas decididamente não quero ficar.
O que me entristesse é ver como os laços de amizade que eu fiz no Equipe são frageis.
Ver que possivelmente não encontrarei mais ninguém a partir do ano que vem...
Foi no Equipe que vi como era fácil fazer e perder amigos.
E eu não sei como vai ser ano que vem.
A perspectiva de me sentir sozinha em demasia me assusta.
Fuvest domingo.
Festa de formatura e colação na quinta.
Ouvindo: Velvet Underground - All tomorrow´s parties
Está acabando.
Não estou triste de ir embora,
não quero continuar no colegial,
vou sentir falta,
mas decididamente não quero ficar.
O que me entristesse é ver como os laços de amizade que eu fiz no Equipe são frageis.
Ver que possivelmente não encontrarei mais ninguém a partir do ano que vem...
Foi no Equipe que vi como era fácil fazer e perder amigos.
E eu não sei como vai ser ano que vem.
A perspectiva de me sentir sozinha em demasia me assusta.
Fuvest domingo.
Festa de formatura e colação na quinta.
Ouvindo: Velvet Underground - All tomorrow´s parties
domingo, novembro 23, 2003
Eu sei que citar uma citação alheia é o fundo do poço, mas ela não poderia ser mais oportuna... Assisti "A professora de piano" e é estupidamente triste e tal.
"Ninguém deseja saber de verdade como é se apaixonar, porque é um saco. É como um diamante; por fora parece lindo, mas por dentro é duro, cheio de arestas e cortante. O ato de verdadeiramente amar alguém nunca deveria ser confundido com uma fase agradável. Amar alguém é tão doloroso e decepcionante quanto é conhecer a si mesmo. É provável que seja a única coisa que vale a pena fazer, mas nem por isso quer dizer que será um passeio."
Livto do Ethan Hawke. Sim, ele escreve e estou muito curiosa para ler.
Citado por: http://www.atirenodramaturgo.blogger.com.br
"Ninguém deseja saber de verdade como é se apaixonar, porque é um saco. É como um diamante; por fora parece lindo, mas por dentro é duro, cheio de arestas e cortante. O ato de verdadeiramente amar alguém nunca deveria ser confundido com uma fase agradável. Amar alguém é tão doloroso e decepcionante quanto é conhecer a si mesmo. É provável que seja a única coisa que vale a pena fazer, mas nem por isso quer dizer que será um passeio."
Livto do Ethan Hawke. Sim, ele escreve e estou muito curiosa para ler.
Citado por: http://www.atirenodramaturgo.blogger.com.br
sexta-feira, novembro 21, 2003
Depressão apática:
- Sabe quando você está andando e de repente sente uma sensação gostosa?
Não sei, não.
- Sabe quando toca sua música favorita na rádio e você sai saltitando por ai?
Não sei não
- Sabe quando você gosta tanto de um livro que quer lê-lo para sempre?
Não sei, não.
- Sabe quando todos estão sentados à mesa, com seus copos pela metade contemplando o silêncio revelador?
Não sei, não.
- Sabe quando seu namorado chega de surpresa carregando um desenho ou uma flor e você não consegue parar de sorrir?
Não sei não.
quarta-feira, novembro 19, 2003
carinho ensaio vó boca jazz blog sexo oral ombros sede mão remédio sol seios prova de física telefonemas livros draminhas escola amigos beijos ecrever vento dinheiro atraso chupão começo sono desenho amor blog videogame mordida medida joaninha banho almoço televisão arranhões.
Eu definitivamente sofro de super-lotação.
Eu definitivamente sofro de super-lotação.
segunda-feira, novembro 17, 2003
Essa história de postar tudo que eu escrever (que decidi ontem) ainda vai acabar com minha auto-estima (!). Eu sei que parece um monte de coisa que vocês já leram, mas eu nunca disse que era original...
Eu devia estar escrevendo sobre meus conflitos existenciais ou estar cantarolando músicas que falam de amor.
Seu corpo todo se assemelhava ao de um bebê; arredondado, levemente enrugado e com aquela tonalidade rosada tão irritante. Sua face branca me lembrava uma rosa (não consegui evitar este clichê ao tentar te descrever). E eu queria fazer parte daquilo, ser uma de suas unhas roídas, ou quem sabe um pedaço de sua barriga saliente.
Só te vi caminhando na rua uma vez. Quis chamar sua atenção, te desvincular de uma vez por todas dessa rotina que chamam de vida. Mas ao deitar os olhos em suas amigas, as quatro de mãos dadas, redondas, sorridentes, não me achei no direito de te agarrar, torna-la participante integral do que era minha inconsistência.
Fiquei observando você se afastar e ai de repente, me deu pena. Não de seu rosto arredondado ou de sua vida instintiva, nem de seus cabelos castanhos ou do olhar falsamente misterioso. Eu tive pena de mim e foi ai que eu percebi que morreria de amor.
Eu devia estar escrevendo sobre meus conflitos existenciais ou estar cantarolando músicas que falam de amor.
Seu corpo todo se assemelhava ao de um bebê; arredondado, levemente enrugado e com aquela tonalidade rosada tão irritante. Sua face branca me lembrava uma rosa (não consegui evitar este clichê ao tentar te descrever). E eu queria fazer parte daquilo, ser uma de suas unhas roídas, ou quem sabe um pedaço de sua barriga saliente.
Só te vi caminhando na rua uma vez. Quis chamar sua atenção, te desvincular de uma vez por todas dessa rotina que chamam de vida. Mas ao deitar os olhos em suas amigas, as quatro de mãos dadas, redondas, sorridentes, não me achei no direito de te agarrar, torna-la participante integral do que era minha inconsistência.
Fiquei observando você se afastar e ai de repente, me deu pena. Não de seu rosto arredondado ou de sua vida instintiva, nem de seus cabelos castanhos ou do olhar falsamente misterioso. Eu tive pena de mim e foi ai que eu percebi que morreria de amor.
sábado, novembro 15, 2003
É velho, mas tava relendo e dei uma mexida...
Eu não deveria estar falando nada, eu sei. O chão está tremendo, quase cai da cadeira na tentativa de apanhar minha mochila no chão, minha voz está enrolada, meu hálito não presta mais, mas eu preciso dizer que te odeio.
-Até ai, nada de novo, minha querida. Quantas vezes vc já disse isso?
Mas é diferente, a cada hora a concepção é nova. Não, não... eu não pensaria em algo tão complexo, está mais para indecisão ou inconsistência. E sempre a maldita inconsistência.
Já estou digredindo de novo, estou bêbada, eu sei, mas preciso falar. Vc me perdoa? o máximo que nos pode acontecer é pararmos numa cama de motel ou quem sabe ainda, num banco fétido na cidade de Curitiba.
- E por que curitiba?
Eu sei, nunca fui boa com as metáforas, mas ainda sei descrever coisas como ninguém. A sua cara quando me viu entrar com aquele rapaz, por exemplo, daria um ótima dissertação. Mas dissertações e garotos não significam nada para mim no momento.
Me vi escrita em um livro ontem. Mas não era eu na verdade, era aquela outra menina esquecida. Me diz: por que vc foi esquecê-la justo agora? Foi para me deixar ainda mais consciente de que sou eu o problema?
Desculpe. Vou parar antes que eu me odeie mais do que eu te odeio. Ops...
"Eu odeio.
Só o Egon Schiele me entende. Quem ele era? Sei muito pouco, mas agora sou uma das garotas dele: pálida, os músculos contraídos por uma dor cheia de ódio, os olhos vivos dessa mesma dor, a cabeça doendo de tanto franzir a testa.
Não me venham com risinhos! Meus punhos se fariam fortes, e eu teria um soco inglês na mão direita, meu corpo inteiro disposto (ansioso! Sedento!) a deixar o silêncio, a desistir dos argumentos irrefutáveis calados.
Ah, o Peter Pan me entende! Por isso eu poupo seus dentes de leite. E ele seria meu amante, como a Pequena Sereia foi do Fausto, e eu seria feliz de um jeito idiota, enquanto o tempo corroeria aqueles dentes permanentes risonhos sujos que me atormentam. E em algum momento eu estaria grávida daquele sujeito impúbere, e em algum momento depois eu saberia que o suposto filho era um tumor imenso. Meu corpo se inflamaria, começando pelo útero, sempre por ele. Então eu voltaria e vocês me encheriam de morfina, e meus olhos perdidos estariam cheios do amor que me mata, mas vocês só perceberiam a droga que os embaçava. Então eu morreria, que nem a Pequena Sereia. Muda, que nem ela. Ela me entende, a idiota, ela e seu silêncio, e sua vida e seu palácio e seu jardim perdidos em troca de três dias inúteis, os pés doendo como se pisassem facas de dois gumes, os olhos latejando de tão vivos e de tanto amor, e ninguém prestando atenção.
Eu morreria de amor."
Eu não deveria estar falando nada, eu sei. O chão está tremendo, quase cai da cadeira na tentativa de apanhar minha mochila no chão, minha voz está enrolada, meu hálito não presta mais, mas eu preciso dizer que te odeio.
-Até ai, nada de novo, minha querida. Quantas vezes vc já disse isso?
Mas é diferente, a cada hora a concepção é nova. Não, não... eu não pensaria em algo tão complexo, está mais para indecisão ou inconsistência. E sempre a maldita inconsistência.
Já estou digredindo de novo, estou bêbada, eu sei, mas preciso falar. Vc me perdoa? o máximo que nos pode acontecer é pararmos numa cama de motel ou quem sabe ainda, num banco fétido na cidade de Curitiba.
- E por que curitiba?
Eu sei, nunca fui boa com as metáforas, mas ainda sei descrever coisas como ninguém. A sua cara quando me viu entrar com aquele rapaz, por exemplo, daria um ótima dissertação. Mas dissertações e garotos não significam nada para mim no momento.
Me vi escrita em um livro ontem. Mas não era eu na verdade, era aquela outra menina esquecida. Me diz: por que vc foi esquecê-la justo agora? Foi para me deixar ainda mais consciente de que sou eu o problema?
Desculpe. Vou parar antes que eu me odeie mais do que eu te odeio. Ops...
"Eu odeio.
Só o Egon Schiele me entende. Quem ele era? Sei muito pouco, mas agora sou uma das garotas dele: pálida, os músculos contraídos por uma dor cheia de ódio, os olhos vivos dessa mesma dor, a cabeça doendo de tanto franzir a testa.
Não me venham com risinhos! Meus punhos se fariam fortes, e eu teria um soco inglês na mão direita, meu corpo inteiro disposto (ansioso! Sedento!) a deixar o silêncio, a desistir dos argumentos irrefutáveis calados.
Ah, o Peter Pan me entende! Por isso eu poupo seus dentes de leite. E ele seria meu amante, como a Pequena Sereia foi do Fausto, e eu seria feliz de um jeito idiota, enquanto o tempo corroeria aqueles dentes permanentes risonhos sujos que me atormentam. E em algum momento eu estaria grávida daquele sujeito impúbere, e em algum momento depois eu saberia que o suposto filho era um tumor imenso. Meu corpo se inflamaria, começando pelo útero, sempre por ele. Então eu voltaria e vocês me encheriam de morfina, e meus olhos perdidos estariam cheios do amor que me mata, mas vocês só perceberiam a droga que os embaçava. Então eu morreria, que nem a Pequena Sereia. Muda, que nem ela. Ela me entende, a idiota, ela e seu silêncio, e sua vida e seu palácio e seu jardim perdidos em troca de três dias inúteis, os pés doendo como se pisassem facas de dois gumes, os olhos latejando de tão vivos e de tanto amor, e ninguém prestando atenção.
Eu morreria de amor."
sexta-feira, novembro 14, 2003
E este blog é meu.
Desfarça e chora era o que dizia a música. Como alguém podia juntar tanto idealismo e desânimo num só dia? É simples: estes dois sentimentos antagônicos não deviam coexistir numa mesma pessoa.
Ela gostava de dançar. Ela gostava de gente quieta, e de aplausos também. Ao observar os transeuntes, não conseguia se fixar em nenhum pensamento. Todos os momentos em que não estava as voltas com livros e melodias pareciam tão palpáveis, tão vazios e tão eternos.
Seu disco favorito era uma coletânea do Muddy Waters. A vida perfeita se compunha a sua frente, mas lhe parecia tão distante. Era a sua vida perfeita, isso ela sabia.
Talvez fosse só depressão.
Eu também preciso escrever para me sentir viva e estou cansada de esconder. Todo e qualquer 'conto' medíocre será colocado aqui.
Desfarça e chora era o que dizia a música. Como alguém podia juntar tanto idealismo e desânimo num só dia? É simples: estes dois sentimentos antagônicos não deviam coexistir numa mesma pessoa.
Ela gostava de dançar. Ela gostava de gente quieta, e de aplausos também. Ao observar os transeuntes, não conseguia se fixar em nenhum pensamento. Todos os momentos em que não estava as voltas com livros e melodias pareciam tão palpáveis, tão vazios e tão eternos.
Seu disco favorito era uma coletânea do Muddy Waters. A vida perfeita se compunha a sua frente, mas lhe parecia tão distante. Era a sua vida perfeita, isso ela sabia.
Talvez fosse só depressão.
Eu também preciso escrever para me sentir viva e estou cansada de esconder. Todo e qualquer 'conto' medíocre será colocado aqui.
quinta-feira, novembro 13, 2003
Interessados em ir na minha festa de formatura (e comprar meu convite, evidentemente)por favor manifestem-se.
Quinta-feira, dia 28 (péssimo dia, eu sei), na Euro (seja lá como se chama o lugar agora), 20 reais, open bar etc etc etc.
Estava arrumandoe deletando minhas figuras e resolvi fazer um super especial Alice. e não me importo se vc não gosta ou não está interessado.












Mais fotos e milhares de informações:
www.alice-in-wonderland.net
Alguém interessado em me dar um tabuleiro de xadres da Alice na modesta quantia de 120 dólares?

terça-feira, novembro 11, 2003
Precisamos nos mudar para Belo Horizonte. Só pode ser o paraiso, Bohemia, a menos de dois reais...
Os mineiros não tem noção de direita e esquerda. Depois de muitos pedidos de informações descobrimos que 'pra lá' significa direita e 'pra cá' significa esquerda. O mesmo vale para 'por ali' e 'por aqui'.
Conhecemos um centro de anti-cultura chamado Gato Preto (ou negro, não me lembro). Anarquistas tentando fazer um contra-forum social brasileiro. É um espaço pequeno, mas muito interessante, com biblioteca, videoteca e espaço para discussões acaloradas. E depois de assistir pela quarta vez o video do A20I (2001), conheci a lenda do CMI, Miguel.
E depois de desviar do assunto por várias semanas, fui embalada pela pieguice dos blogs alheios e resolvi assumir de uma vez por todas que estou apaixonada e feliz. Apesar de constantes recaídas de ansiedade e melancolia.
Os mineiros não tem noção de direita e esquerda. Depois de muitos pedidos de informações descobrimos que 'pra lá' significa direita e 'pra cá' significa esquerda. O mesmo vale para 'por ali' e 'por aqui'.
Conhecemos um centro de anti-cultura chamado Gato Preto (ou negro, não me lembro). Anarquistas tentando fazer um contra-forum social brasileiro. É um espaço pequeno, mas muito interessante, com biblioteca, videoteca e espaço para discussões acaloradas. E depois de assistir pela quarta vez o video do A20I (2001), conheci a lenda do CMI, Miguel.
E depois de desviar do assunto por várias semanas, fui embalada pela pieguice dos blogs alheios e resolvi assumir de uma vez por todas que estou apaixonada e feliz. Apesar de constantes recaídas de ansiedade e melancolia.
