domingo, maio 22, 2005

Preacher

- I Supose I should learn to stop making` friends, when all it means is losin- them one by one. But no, I´m always to chickem to be on me own...Insecure, maybe.
- I hate that goddamn word
- Eh?
- Insecure. Goddamn late-eighties pop-psychology ashole´s fuckin` buzzword... Like bein` free an` single, insecure. Have a drink now an´ then, insecure. Won`t talk abou your feelings, insecure. Don`t believe woody fucking allens speaks for all of us, insecure. Don`t wanna get fucked up the ass, inse-fuckin´cure...

segunda-feira, maio 16, 2005

Ciola cleptomaníaco

Ganhei um War!
Muito obrigada, mocinho.
(e desculpa o mau-humor, eu devo precisar de tratamento)

segunda-feira, maio 09, 2005

Se vocês chegaram nos 5 anos em 5 minutos, talvez tenha sido melhor assim...

Só o título do post será sobre o fim do namoro
(CopyRight pro Ber)

Vou voltar para a aula de canto

E tentar não estragar toda a minha semana que tinha um monte de planos

Vou na semana de Ciências Sociais, e vou tentar me integrar um pouquinho. (O problema é que só tenho vontade de me integrar quando estou em casa; na faculdade eu odeio todos e só quero ir embora). Se alguém quiser me acompanhar, há palestras interessantíssimas sobre Reforma Universitária e sobre As Ciências Econômicas no campo das Ciências Sociais, por exemplo.

Vou comprar ingressos amanhã para o show do Wander Wildner com o Sidney Magal

Vou assistir um filme que meu professor de Sociologia I recomendou, do mesmo diretor de Morte em Veneza

E ler meu novo livro da Hilda Hilst.

E ouvir Buzzcocks.

quarta-feira, maio 04, 2005

HH

"VI-ME AFASTADA DO CENTRO de alguma coisa que não sei dar nome, nem porisso irei a sacristia, teófaga incestuosa, isso não, eu Hillé também chamada por Ehud A Senhora D, eu Nada, eu Nome de Ninguém, eu à procura da luz numa cegueira silenciosa, sessenta anos à procura do sentido das coisas. Derrelição Ehud me dizia, Derrelição - pela última vez Hillé, Derrelição quer dizer desamparo, abandono, e porque me perguntas a cada dia e não reténs, daqui por diante te chamo A Senhora D. D de Derrileção, ouviu? Desamparo, Abandono, desde sempre a alma em vaziez, buscava nomes tateava cantos, vincos, acariciava dobras, quem sabe se nos frisos, nos fios, nas torçuras, no fundo das calças, nos nós, nos visíveis cotidianos, no ínfimo absurdo, nos mínimos, um dia aluz, o entender de nós todos o destino, um dia vou compreender Ehud
compreender o quê?
isso de vida e morte, esses porquês
escute, Senhora D, se ao invés desses tratos com o divino, desses luxos do pensamento, tu me fizesses um café, hen? E apalpava, escorria os dedos na minha anca, nas coxas, encostava a boca nos pelos, no meu mais fundo, dura boca de Ehud, fina úmida e aberta se me tocava, eu dizia olhe espere, queria tanto te falar, não, não faz agora, Ehud, por favor, queria te falar, te falar da morte de Ivan Ilitch, da solidão desse homem, desses nadas do dia a dia que vão consumindo a melhor parte de nós, queria te falar do fardo quando envelhecemos, do desaparecimento, dessa coisa que não existe mas é crua, é viva, o Tempo. Agora que Ehud morreu vai ser mais difícil viver no vão da escada"

(tomei um cuidado essencial com a pontuação e com as letras maíusculas)
(leiam vai, é um livro tão bonito...)

Chico Buarque

Teresinha

O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e assustada, eu disse não

O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e assustada, eu disse não

O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito posseiro, dentro do meu coração

(acontece que os três podem ser um só)
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Tijolo por tijolo num desenho mágico
Sentou prá descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado


Acho que esta é minha parte preferida.
Esta música é genial. Fazia anos que eu não a ouvia.