quinta-feira, fevereiro 26, 2004


"Sou eu esta mulher que anda comigo?"
Hilda Hilst

Mergulhando de cabeça na minha melancolia e ansiedade. Não vou mais fugir... (pelo menos assim o tédio some um pouco)

quarta-feira, fevereiro 18, 2004

As pessoas que dizem que sou instável não sabem de nada... Eu consigo ficar chateada/entediada/triste/brava por longos periodos de tempo. E mesmo quando os motivos tecnicamente somem, as sensações permanecem.
E se vcs querem saber, minha vida anda um saco. E os dias bons só servem para atrapalhar a minha cabecinha pessimista.

terça-feira, fevereiro 10, 2004


Se vocês querem saber, eu me sinto um fracaso.
Não que eu tenha me esforçado, não que a Fuvest importe, não que eu queira muito fazer Ciências Sociais, não que não ter passado signifique que eu sou burra ou algo do tipo, mas me sinto um fracasso. Eu nem estou pensando muito nisso, mas me sinto um fracasso.

E o Jogo da Amarelinha é íncrivel. Acho que eu não aproveito ele como devia.
E Leda, eu fiquei inexplicavelmente contente com seu comentário.



sábado, fevereiro 07, 2004


Me lembrei de porquê parei de escrever...

Toco a tua boca, com um dedo toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a tua boca se entreabrisse e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e te desenha no rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenha-la com minha mão em teu rosto e que por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com tua boca que sorri debaixo daquela que a minha mão te desenha.
Tu me olhas, de perto tu me olhas, cada vez mais de perto e, então. Brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, aproximam-se, sobrepõem-se e os cíclopes se olham, respirando indistintas, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então as minhas mãos procuram afogar-se nos teus cabelos, acariciar lentamente a profundidade de teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e, se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlegos, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu te sinto tremular contra mim, como uma lua na água.
Jogo da Amarelinha
Cortazar

quinta-feira, fevereiro 05, 2004


Hilda Hilst morreu.



terça-feira, fevereiro 03, 2004


Nada de USP esse ano pra mim. E não me encham o saco com isso.